Dizem que a maioria das empresas não sobrevive aos primeiros anos de vida. Hoje, dia 21 de janeiro de 2026, celebramos um marco que me enche de orgulho: completamos 5 anos de atividade.
Não foi um caminho linear. Foram 5 anos de muitos desafios, noites mal dormidas, mas, sobretudo, de uma aprendizagem acelerada que nenhuma universidade consegue ensinar.
Ao olhar para trás, percebo que os princípios que nos trouxeram até aqui são universais. Por isso, para assinalar esta data, decidi partilhar as 5 lições mais valiosas que aprendi nesta jornada. Espero que sirvam de bússola para novos e futuros empresários.
1. A estabilidade é uma ilusão
Quando comecei, procurava aquele dia em que tudo estaria “calmo” e organizado. Aprendi depressa que esse dia não existe. Nunca há dois dias iguais. A nossa rotina é dinâmica por necessidade e a grande competência de um gestor é saber navegar na incerteza. A minha regra de ouro tornou-se simples: resolvemos o imediato com rapidez de manhã, para libertar tempo e cabeça para inovar e crescer à tarde.
2. Feito é melhor que perfeito
O perfecionismo é, muitas vezes, apenas medo disfarçado. No início, perdia tempo a tentar lançar o produto ou serviço “ideal”. Hoje, a nossa cultura é de ação. Não esperamos pela perfeição, criamo-la no processo. Aprendi que testar e corrigir no terreno vale muito mais do que planear eternamente no papel. O mercado premeia quem executa, não quem apenas planeia.
3. Os parceiros são os nossos maiores aliados
O mito do “self-made man” é perigoso. Ninguém vence sozinho neste mercado, e tentar fazer tudo isoladamente é a receita para o esgotamento. A nossa melhor estratégia de crescimento foi, sem dúvida, rodearmo-nos de pessoas e fornecedores de confiança. Criar uma rede sólida de parceiros permite-nos chegar onde sozinhos nunca conseguiríamos.
4. A honestidade é uma vantagem competitiva
Num mundo digital cheio de “letras pequenas”, promessas vazias e gurus que vendem facilidades, descobri que o “básico” tornou-se raro. A transparência e a palavra dada transformaram-se no nosso maior diferencial. Ser honesto sobre o que conseguimos (e o que não conseguimos) fazer cria relações de longo prazo. A confiança demora a construir, mas é o ativo mais valioso do balanço.
5. A sorte dá muito trabalho
Muitas vezes, quem vê de fora chama-lhe “acaso” ou “sorte”. Nós, que estamos dentro, sabemos a verdade. O que os outros chamam de acaso, nós reconhecemos como esforço: trabalhar nas férias, sacrificar fins de semana e manter a persistência quando ninguém estava a ver. A sorte existe, sim, mas ela costuma encontrar-nos a trabalhar.
Em conclusão…
Chegar aos 5 anos não é uma linha de meta, é apenas o fim do aquecimento. Quero deixar um obrigado sincero a todos os que fizeram parte deste percurso: à equipa, aos parceiros e, acima de tudo, aos clientes que acreditaram na nossa visão quando éramos apenas um projeto.
Seguimos fortes, com a mesma vontade do primeiro dia, prontos para atingir os próximos objetivos. Venham os próximos 5!
Artigo escrito por Mário Almeida