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Redes Sociais na Política: O Poder Digital nas Eleições Autárquicas

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Redes Sociais na Política: O Poder Digital nas Eleições Autárquicas

As Redes Sociais são um instrumento político cada vez mais relevante

Em Portugal, 90% dos utilizadores de redes sociais afirmam ter sido expostos a conteúdos políticos online. Este dado revela como as plataformas digitais se tornaram um palco essencial para campanhas eleitorais, tanto nacionais como locais. Há alguns anos a esta parte, partidos e figuras políticas começaram a usar as redes sociais de forma estratégica (ou nem tanto) para comunicar com os cidadãos. Esta adaptação gradual rapidamente transformou-se numa obrigatoriedade. Podemos afirmar que é absolutamente crítico estar presente e ter uma estratégia de comunicação nas redes sociais. Isto é particularmente relevante quando os dados nos dizem que, independentemente da idade, praticamente todas as gerações votantes têm uma presença digital.

Em Portugal, temos vários exemplos desta adequação comunicacional.

André Ventura e o Chega no TikTok

O TikTok, uma plataforma inicialmente associada a conteúdos mais leves e descontraídos, tem-se revelado um espaço estratégico para disseminação de mensagens políticas. André Ventura e o partido Chega têm sido um exemplo claro desta adaptação.

Estratégia:
O partido utiliza o TikTok para alcançar um público mais jovem, apresentando mensagens diretas e polarizadoras que geram grande envolvimento. Vídeos curtos com discursos inflamados e momentos de intervenção política são frequentemente partilhados, capitalizando no formato rápido e emocional da plataforma.

Impacto:
Apesar de ser uma rede social relativamente nova no contexto político, o Chega conseguiu mobilizar seguidores e gerar discussão, mostrando que é possível usar o TikTok para amplificar mensagens políticas e alcançar públicos que, de outra forma, poderiam estar menos envolvidos.

Figuras Políticas no X (antigo Twitter)

O X (antigo Twitter) continua a ser uma das plataformas preferidas para comunicação política, especialmente entre figuras públicas que pretendem transmitir mensagens rápidas e interagir diretamente com os cidadãos.

Exemplo: Marcelo Rebelo de Sousa
Embora o Presidente da República tenha uma abordagem mais institucional, a sua presença no X é estratégica para partilhar mensagens oficiais e reforçar a proximidade com os cidadãos. Publicações sobre eventos nacionais e internacionais, assim como reflexões sobre temas relevantes, ajudam a solidificar a imagem de um líder atento e conectado.

Exemplo: Catarina Martins (Bloco de Esquerda)
A ex-líder do Bloco de Esquerda utiliza o X para partilhar opiniões sobre temas políticos e sociais, muitas vezes em resposta a acontecimentos imediatos. A plataforma permite-lhe reforçar a sua posição como figura ativa e engajada, fomentando o debate público.

Impacto:
O X é especialmente eficaz para criar narrativas instantâneas e gerar interação direta com o público. No entanto, também pode ser palco de polarização e debates acesos.

Rui Rio e o Facebook

Rui Rio, enquanto líder do PSD, utilizou o Facebook como uma das suas principais ferramentas de comunicação.

Estratégia:
Publicações mais longas e detalhadas, com explicações sobre propostas e críticas ao governo, foram uma forma de se conectar com um público mais maduro, que tende a utilizar o Facebook como principal rede social.

Impacto:
Apesar de não ser tão dinâmico como outras redes, o Facebook continua a ser uma plataforma importante para alcançar eleitores mais velhos e promover discussões mais aprofundadas.

Mariana Mortágua e o Instagram

Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, tem apostado no Instagram para transmitir mensagens políticas de forma visual e apelativa.

Estratégia:
A utilização de stories e publicações com imagens e vídeos curtos permite-lhe abordar temas como justiça social e ambiental de forma acessível e próxima.

Impacto:
O Instagram é eficaz para alcançar públicos mais jovens e criar uma imagem de proximidade, especialmente através de conteúdos mais informais que humanizam a figura política.

O Partido Socialista e a Comunicação Multicanal

O PS tem adotado uma estratégia diversificada, utilizando várias redes sociais para alcançar diferentes públicos.

Estratégia:
No TikTok, aposta em vídeos curtos e informativos sobre políticas públicas; no Instagram, utiliza imagens apelativas de eventos e campanhas; no Facebook e X, partilha mensagens institucionais e debates mais sérios.

Impacto:
Esta abordagem multicanal garante que o partido consegue comunicar com diferentes gerações e adaptar a mensagem ao formato de cada plataforma.

Estes exemplos mostram como as redes sociais se tornaram indispensáveis na comunicação política em Portugal. Cada plataforma tem o seu público e características únicas, e os partidos e figuras políticas que melhor conseguem adaptar-se a estas especificidades têm maior probabilidade de alcançar eleitores e influenciar opiniões. Contudo, estes exemplos mainstream contrastam com uma realidade díspar nas eleições autárquicas.

 

As Redes Sociais nas Eleições Autárquicas: Estratégias com Recursos Limitados

Enquanto os partidos nacionais e figuras políticas de destaque têm acesso a recursos consideráveis para campanhas digitais, nas eleições autárquicas, os desafios são diferentes. Aqui, os recursos disponíveis para campanhas digitais são frequentemente mais reduzidos, e muitas candidaturas, especialmente independentes, enfrentam desafios adicionais na criação de estratégias eficazes. No entanto, isso não significa que as redes sociais sejam menos importantes – pelo contrário, podem ser a chave para alcançar eleitores de forma acessível e direta.

Candidaturas Independentes: A Força da Proximidade Digital

Nas eleições autárquicas, é comum vermos candidaturas independentes que, muitas vezes, não dispõem de grandes orçamentos para campanhas tradicionais. As redes sociais oferecem-lhes uma oportunidade única para comunicar diretamente com os eleitores, sem depender de meios dispendiosos como cartazes ou publicidade paga nos media tradicionais.

Exemplo: Isaltino Morais em Oeiras
Apesar de ser uma figura política experiente, Isaltino Morais utilizou as redes sociais de forma estratégica na sua candidatura independente à Câmara Municipal de Oeiras. A aposta em vídeos curtos no Facebook e Instagram, onde abordava temas locais como o transporte público e a requalificação urbana, foi decisiva para reforçar a ligação com os eleitores.

Impacto:
Esta abordagem permitiu-lhe reforçar a sua imagem de proximidade e liderança local, mobilizando os cidadãos de forma eficaz.

Exemplo: Campanha em Lagos
Em Lagos, uma candidatura à Câmara Municipal utilizou o Facebook para promover debates online sobre temas locais, como o turismo sustentável e a preservação ambiental. Os eventos eram transmitidos em direto, permitindo que os cidadãos participassem através de comentários e perguntas.

Impacto:
Este formato interativo reforçou a imagem de transparência e envolvimento da candidatura, ao mesmo tempo que mobilizou a comunidade.

Exemplo: Candidatura em Vila Nova de Famalicão
Um candidato à presidência de junta em Vila Nova de Famalicão apostou no Instagram para mostrar o seu dia-a-dia. Publicações com visitas a mercados locais e eventos culturais, combinadas com stories a responder diretamente a perguntas dos eleitores, criaram uma campanha digital próxima e envolvente.

Impacto:
Apesar da escala reduzida, conseguiu captar a atenção de jovens eleitores, que se sentiram mais conectados com a sua mensagem.

Exemplo: Campanha em Évora
Uma candidatura em Évora utilizou vídeos curtos no TikTok para abordar temas locais de forma criativa e descontraída. Apesar de ser uma plataforma menos convencional para campanhas autárquicas, conseguiu captar a atenção de eleitores mais jovens e gerar discussão sobre problemas relevantes.

Impacto:
A inovação na escolha da plataforma ajudou a diferenciar a candidatura e atrair novos públicos.

 

Redes Sociais: O Futuro da Política Local e Nacional

As redes sociais não são apenas um instrumento de comunicação; são uma oportunidade para transformar a forma como os eleitores e candidatos se conectam. No contexto local, estas plataformas têm o poder de democratizar o acesso à política, permitindo que vozes menos tradicionais tenham um impacto significativo.

Contudo, apesar do impacto digital, o contacto físico e o trabalho de campo continuam a ser essenciais para conquistar a confiança dos eleitores, especialmente em contextos locais. A combinação de estratégias digitais e tradicionais pode ser o segredo para campanhas autárquicas bem-sucedidas, onde a proximidade e o envolvimento direto são valores indispensáveis.

Artigo escrito por Mário Almeida


 

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